Perde-se a conta a quantas vezes os portugueses escutam um "eu diria que..." nas TV's e nas rádios, dentro e fora do contexto adequado. A moda pegou há uns anos e está de pedra e cal. É uma coloquialidade tantas vezes bacoca e até medrosa. São ministros que reagem com o "diria que"; são autarcas, líderes da Oposição, o Presidente ou o primeiro-ministro que avançam com o "eu diria que"; são os analistas, especialistas, comentadores e afins que, a qualquer pergunta, iniciam a sua dissertação com a "bengala" do "eu diria que". Convictos, muitos jornalistas e simples simpatizantes seguem o exemplo. Julgam de boa oralidade começar a sua intervenção com o batido "eu diria que". Se a floresta está a arder, o mote é: "eu diria que está a arder com rapidez". Se Trump anuncia novas tarifas, o economista de serviço inicia a análise com o "eu diria que" da praxe. E por aí fora. Há honrosas excepções mas o vício do "eu diria que" pegou de estaca, ainda que ninguém, entre amigos ou em reunião informal, utilize este gongórico "eu diria que".
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