Deambula por um jardim de Lisboa, meio desorientado. À porta de um prédio, perto do vão de escada onde criou o seu poiso, suplica por uma moedinha. "Ó vizinho! Isto ‘tá mau, muita mau!" Até há pouco tempo, fazia uns biscates, carregava as compras das senhoras da vizinhança e arrumava automóveis pelos bairros mais abonados. Mas agora, os seus principais dadores fecham-se em casa e as compras chegam-lhes por entrega directa. Esta semana, Zezinho recorreu à assistência alimentar das associações que calcorreiam as ruas ao longo da noite, do Saldanha a Santa Apolónia, de Chelas ao Rossio. Foi dar com um pandemónio. Onde comiam quatro ou cinco, apareceram 40 ou 50 homens e mulheres, portugueses e emigrantes. A braços com o Covid-19, muitos voluntários no apoio aos sem-abrigo retraem-se, evitam sair à rua, pensam nos filhos e no fantasma do contágio. A caridade já não é o que era e a solidariedade manifesta-se à distância.
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