A discussão começa com uma palavra difícil: o que é o espermatozóide?! Tomás e António têm uns 11/12 anos, estão no 6.º ano. No jardim, Tomás atira de rompante: "Tu nem sabes o que é o esperma 18?!" António fica baralhado. "Esperma 18?! Sei pois! Quer dizer..." António, espertalhaço, aprende tudo de ouvido, para quê abrir os livros? Espermatozóide, na sua original apreensão fonética, é entendido como "esperma 18". Palavras puxam conceitos e imaginação, e numa coisa estão os dois de acordo: espermatozóides, ou esperma 18, servem para fazer filhos. Quem lhes disse? O Zeca, que já tem 14 anos e ainda frequenta o 6º ano, além de vários cafés do bairro, o que lhe dá uma experiência inatacável. "O esperma 18 está dentro da bexiga!", explica Tomás. António, expedito, duvida. "Não está nada! O espermatozóide está dentro dos tomates!" Mais difícil é entender essa coisa intrincada do "fazer filhos". Como é que o esperma 18 vai parar à barriga das mulheres?! António e Tomás têm algumas teorias. Bem vistas as coisas, teorias truncadas e baseadas nos vários livros/manuais, desvairados métodos e controvérsias sobre como é que se deve leccionar a Educação Sexual nos primeiros anos de escolaridade.
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