Vamos e venhamos, o 1º de Dezembro é um feriado importante e estapafúrdio: é o dia anti-espanhol. Para o celebrar sem ferir suscetibilidades, temos de falar na nossa independência em geral e fazer contorcionismos poéticos com a data, assinalada desde 1823 sob a égide do senhor D. João VI – com um baile – e sob o olho conspícuo dos partidários de D. Miguel.
É o feriado civil mais antigo, tal como a vizinhança com Espanha. Sobre Espanha já falei: sou bilingue e gosto. O Presidente da República discursou como lhe competia, transformando o feriado anti-espanhol (os reis de Espanha mal tinham regressado a Madrid) em Dia da Soberania, pela ética, contra as ‘sujeições’ e ‘subserviências’, pela independência económica e seguintes.
Já o primeiro-ministro citou Pessoa, Antero e a causa da decadência dos povos peninsulares a fim de clamar contra o nacionalismo, a xenofobia e o protecionismo, ou seja, não devemos hostilizar os espanhóis nem defenestrar pessoas, ao contrário do que diz o espírito do 1º de Dezembro, feriado que todos agradecemos.
Para o ano, então, uma coisa menos complicada. Um baile.
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