Conheci-o no Rio, quando ele terminava um dos seus livros: praia de manhã (com uisquinho pelo meio-dia), almoço, sesta e muitas horas seguidas de escrita. ‘Viva o Povo Brasileiro’ é um livro delicioso, uma epopeia divertida. Era um liberal no sentido largo e aventureiro da palavra; incomodava-o a crescente perda de liberdade num mundo pateta e palonço, cheio de empertigados e má ortografia. Nunca perdeu as suas inclinações malandras, apesar de ocupar um lugar na Academia: mar, sol, mulheres pelo canto do olho, bebidinha, piadas malvadas, livros que lhe davam prazer. Era um erudito que nunca exibia a erudição, e que detestava os profissionais do aborrecimento; as suas crónicas estão cheias de humor, bondade e verrina. Hoje está sentado, de sandálias, bebendo whisky e pedindo um cigarro ao Criador. Que lho dará.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Por Carlos Rodrigues
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Os filhos levam tempo até perceber que os pais também são humanos.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.
O Correio da Manhã para quem quer MAIS
Sem
Limites
Sem
POP-UPS
Ofertas e
Descontos