Mas aproxima-se. Vejamos o caso de um aluno do curso de Artes Visuais da Universidade do Algarve que procedeu a uma ‘instalação' em que a bandeira nacional aparece pendurada numa forca. Na sua explicação, trata-se de uma metáfora sobre "um país com a corda na garganta"; é sofrível, mas adiante, que já vi pior e com assinatura. Para provar que não estavam ali a tratar de minudências, as autoridades apreenderam a forca e levaram o caso a tribunal; tinham recebido uma queixa - e os símbolos nacionais não são para lhes faltarmos ao respeito. Repreender o rapaz pela qualidade do seu ‘projeto artístico', ainda vá que não vá; agora, acusá-lo de desrespeitar os símbolos nacionais (eu, por exemplo, não gosto da nossa bandeira) é muito duvidoso. E se eu quisesse uma goleada do Gana, ia preso?
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Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.
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