Mas a sua música está quase toda ligada à minha vida, à memória dos melhores e piores anos e eu não podia deixar de ouvir ‘Anyway the Wind Blows’, ‘After Midnight’ e, sobretudo, ‘Magnolia’, ‘Magnolia’ sempre ("Whippoor-will’s singing Soft summer breeze/ Makes me think of my baby"). A lista é interminável para falar da comoção e da melancolia desse som (laid back: blues & rockabilly), do seu ar abandonado, poemas cantados nas varandas de casas de madeira à beira de estradas poeirentas, jeans, nevoeiro e uma guitarra admirável.
J.J. Cale morreu este fim de semana, aos 74 anos, de um ataque de coração. Não havia canções como as suas, sempre a provocar ataques de coração. Teremos de ouvir e de dançar ‘Magnolia’. Teremos sempre a sua voz.
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Por Carlos Rodrigues
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