Nem de propósito, e em simultâneo, veja-se o que aconteceu em Nashville, onde as duas únicas grandes livrarias tinham fechado portas: Ann Patchett, autora de best-sellers (como ‘Bel Canto’ ou ‘O Legado’), premiadíssima (uma lista: Orange, Pen Faulkner, Kafka, National, Booksense), infância e adolescência na cidade, decidiu que "o mercado" não era um facto consumado e afrontou não só os números como também a sua ditadura – abrindo uma livraria, a Parnassus. Aparentemente, seria um absurdo mas foi um sucesso no seu primeiro ano. Talvez tenha contado um pormenor: Patchett abriu a livraria com a ajuda de dois livreiros veteranos. Ou seja, gente que sabe de livros e conhece os leitores é que pode tratar do assunto.
LIVROS DO ANO (5): ‘Silêncio’, de Susan Cain (Temas e Debates), uma pequena pérola: contra o ‘extrovertido’, a autora apresenta as vantagens de se ser silencioso, introvertido, tranquilo, discreto – e mais criativo.
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Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.