Em Agosto passado, na inauguração da grande exposição do centenário de Jorge Amado, em Salvador, tivemos cinco minutos de conversa (contou duas histórias sobre o escritor) e reabriu as portas da casa de Santo Amaro: "Venha comer connosco." Ser matriarca era isso – receber gente, criar laços, preparar o caminho. Todos os que entraram naquela casa foram, de alguma maneira, filhos de Dona Canô, filhos daquele mistério permanente, que era o seu sorriso. É um segredo grande, esse: matriarca.
LIVROS DO ANO (4): ‘No Meu Peito não Cabem Pássaros’, de Nuno Camarneiro (Dom Quixote). A vida é um bem demasiado frágil para que a literatura não o consagre como romance de tempestades, palavras poderosas.
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Por Carlos Rodrigues
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