Bom entusiasmo, este – ao mesmo tempo que a Câmara do Porto, em contenção para o que acha conveniente, decide não apoiar financeiramente a realização da feira do livro na cidade, o que custaria 75 mil euros.
Entre uma coisa e outra, há um vazio terrível que costumo comentar como uma espécie de "pessimista de serviço": o livro – como o conhecemos hoje – é uma espécie ameaçada e, sobretudo, ameaçada pela indiferença. Não se trata apenas de um "produto de entretenimento", como garantem os imbecis das "indústrias de lazer" para quem tudo é igual na irrelevância; é o centro da minha cultura, da nossa cultura, da nossa história e da nossa tradição. É por isso que a indiferença da Câmara do Porto em relação à feira do livro é duplamente grave.
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Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.