Dezoito é um número para lá de adequado; se percorrermos a história da pintura dos últimos duzentos anos, acrescentando-lhe mesmo a nossa memória do cinema, e as descrições presentes na literatura (há sempre essa gente), não encontraremos muitos mais modelos de penteado. E, se houver necessidade (um acaso), aumenta-se para vinte. Vinte e quatro no máximo, duas dúzias exatas. A Coreia do Norte, aquele país que "não se sabe se é uma democracia", determinou, e bem, que as mulheres do país só podem usar esses dezoito penteados. O assunto transitou de Kim Jong-Il para o novo líder, o seu filho Kim Jong-un, que não teve dúvidas em promulgar o decreto. Os cabeleireiros de Pyongyang têm a vida facilitada. Durante a revolução cultural chinesa nunca se avançou tanto. O socialismo capilar sobreviverá.
Pearl S. Buck, lembram--se? A autora de ‘A Flor Oculta’, ‘Terra Bendita’ ou ‘Debaixo do Céu’, a apaixonada pela China (leiam ‘Vento do Oriente, Vento do Ocidente’), morreu há quarenta anos. Deixou um rasto de bons leitores.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Por Carlos Rodrigues
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Os filhos levam tempo até perceber que os pais também são humanos.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.