O seu grande livro, uma saga familiar, em dois volumes, que a televisão popularizou (‘Homem Rico, Homem Pobre’, com Peter Strauss e Nick Nolte, livro de 1969) é um gigantesco fresco da sociedade americana e dos seus mitos fundadores e desagregadores.
Os mesmos temas visitam ‘Amor numa Rua Escura’, ‘Regressado da Morte’, ‘Lucy Crown’ ou ‘Os Jovens Leões’, todos traduzidos para português, tal como ‘Entardecer em Bizâncio’. Irwin Shaw nunca escreveu para a América grandiosa; talvez por conhecer o lado obscuro da glória que fabrica a pobreza e o sofrimentos. É um clássico que infelizmente o tempo arrasou. Nasceu há exatamente 100 anos, que hoje se assinalam.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.