Sobretudo na Suécia, onde o Vänsterpartiet (Partido de Esquerda) apresentou anteontem, no Parlamento, uma proposta para que os homens passem a urinar sentados. Não pensem os leitores e leitoras que se trata apenas de uma medida de orientação médica, destinada a evitar problemas na próstata, ou de pura higiene (sim, os homens são descuidados).
Há outra razão: questões "de género". As casas de banho deverão passar a ser unissexo para prevenir a discriminação sexual em que naturalmente assenta o facto de haver pessoas que fazem xixi sentadas – e outras de pé. Isto implica toda uma engenharia de natureza pedagógica, e as famílias devem, desde o início, insistir para que os rapazes se sentem para cumprir a inóspita obrigação. Quem não aceitar a eventual lei, terá de procurar uma casa de banho devidamente identificada para cavernícolas. O mundo avança.
Poesia de ‘Como uma Flor de Plástico na Montra de um Talho’ (Assírio & Alvim), de Golgona Anghel, romena a viver em Portugal: "As nossas vidas deviam acontecer sempre no futuro,/ onde no fundo sucedem todos os romances."
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Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.