Muitos dos seus leitores mais jovens conheceram-no com o filme ‘O Carteiro de Pablo Neruda’, que adaptava um livro de Antonio Skarmeta. Alguns dos poemas de ‘Canto Geral’ (sobretudo ‘Alturas de Macchu Picchu’), da coletânea ‘Residência na Terra’ e dos seus ‘Cem Sonetos de Amor’ são memoráveis e estão na lista de argumentos para o Nobel em 1971.
Mas o mito ultrapassou em muito a sua obra, romântica, cultíssima e marcada pela epopeia. Prémio Lenine em 1953, Neruda dedicou vários poemas a Estaline ("Estaline limpa, constrói, fortifica, preserva, olha, protege, alimenta...") e considerava Lenine o maior génio do século XX. A sua profissão de diplomata permitiu-lhe viajar: foi, por isso, um paisagista fantástico. A sua morte (padecia de cancro) coincidiu com o golpe militar de Pinochet, cumprem-se hoje 40 anos.
Tiago R. Santos é um dos nossos melhores argumentistas. O seu primeiro romance leva o título ‘A Velocidade dos Objectos Metálicos’ (Clube do Autor) e está aí nas livrarias, mostrando como foi útil a experiência em cinema.
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Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.