Poucos conseguiram, como Vasco Graça Moura, recriar o cânone da nossa grande poesia e comover-nos tão profundamente, entre a ironia e a melancolia, num equilíbrio de grande autor e de respeito pela tradição da melhor poesia do ocidente. O lugar de poeta não esconde, além disso, a sua figura de tradutor (o de Dante, Racine ou Shakespeare), de romancista, de ensaísta culto e exigente. Cinquenta anos não bastam; a sua obra ultrapassa qualquer comemoração.
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Por Carlos Rodrigues
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