A revista francesa ‘Magazine Littéraire’ escolheu dez autores do mundo inteiro que tivessem marcado o ‘ano literário’ em França: o espanhol Enrique Vila-Matas, os americanos John Irving (lembrem-se de ‘Hotel New Hampshire’ e de ‘O Mundo Segundo Garp’), Richard Powers, Laura Kasischke e Alice Munro; o turco Orhan Pamuk (o de ‘Istambul’ e ‘Neve’, a reler sempre); o chinês Mo Yan; a inglesa Zadie Smith (a de ‘Dentes Brancos’), o islandês Arnaldur Indriðason e a portuguesa Lídia Jorge.
Não se trata de um prémio – a revista chama-lhes "dez grandes vozes da literatura estrangeira" e isso basta. Sobre Lídia Jorge, a nota vai para o estilo "soberbo", "manuelino" mas, sobretudo, para os seus livros que transmitiram "o gosto do humano" num universo desumanizado.
Lídia sempre transmitiu esse "gosto" mas, mais do que isso, transportou-o de livro em livro, através dos seus personagens.
É justo reconhecê-la.
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Por Carlos Rodrigues
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Os filhos levam tempo até perceber que os pais também são humanos.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.