Na verdade, Galbraith é J.K. Rowlling, a autora das histórias de Harry Potter. Em vez do adolescente, um veterano de guerra (Cormoran Strike) como herói, e um crime como centro da história. Nada de especial nem de francamente ‘literário’.
Tenho por Rowlling uma certa admiração: não só viveu em Portugal e foi casada com um português que a tratava mal, como escreveu para a elitista Bloombsury (uma editora habituada a boa literatura) os folhetins do jovem bruxo. Quase nada me fascinou nesses livros. Só a sua fantasia de classe média. O que me cativou foi o desprezo que obteve dos seus pares e dos educadores que temiam os perigos dessa leitura. Não perceberam nada. Nem o seu talento, nem o seu trabalho, nem a sua teimosia.
Hoje, ao fim da tarde, o italiano Claudio Magris (autor de ‘Danúbio’) recebe na Gulbenkian o Prémio Helena Vaz da Silva atribuído pelo Centro Nacional de Cultura e Europa Nostra. Um dos nossos grandes autores europeus.
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Por Carlos Rodrigues
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