O livro tem um grafismo soberbo, reproduzindo a edição original, e Sara Afonso Ferreira explica-nos – em cerca de cem páginas – cada linha do Manifesto. O texto de Almada é um pilar do nosso modernismo literário; ninguém passa pelos primeiros anos do século XX sem referir o manifesto que deixa de rastos o autor da moda em 1915. Curiosamente, conheci poucas pessoas que tivessem lido Dantas.
Nem ‘Soror Mariana’ nem ‘A Ceia dos Cardeais’, que estão na base da intervenção de Almada. É uma pena; Júlio Dantas tem algumas páginas de grandeza mas na literatura só teve direito a contraditório. É o mais famoso dos escritores desconhecidos. Há quem pense que nunca escreveu um livro sequer.
A ler, ‘Um Amigo para o Inverno’, de José Carlos Barros (Casa das Letras) – se mantiver o fulgor do anterior romance, ‘O Prazer e Tédio’, é obra para revisitar as montanhas de Trás-os-Montes e personagens inesquecíveis.
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Por Carlos Rodrigues
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