Descrevia a forma como foram recebidos em Lisboa, vindos da Colômbia, os jovens participantes nas Olimpíadas Internacionais de Matemática: em ambiente de festa, verdadeiramente olímpica, um grupo mostrando a bandeira portuguesa.
Tendemos a festejar o cinema, a literatura, as artes em geral – e o desporto, que tem antena televisiva. Para o mundo das ciências (ressalvam-se as áreas com aplicação "prática" em medicina, por exemplo) mas, sobretudo, para o da matemática, erguemos o nosso sobrolho. A nossa cultura ainda é muito mais literária do que científica.
Durante muito tempo, as "pessoas de letras" faziam mesmo gala em ignorar o mundo "das ciências". E é de ignorância que se trata. Um rapaz de 17 anos estava comovido e disse quase tudo: "É difícil ver a beleza da matemática."
Mas está lá.
Uma beleza que exige a nossa atenção e o nosso trabalho.
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Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.