C.P. Snow (1905-1980) criou por isso o conceito de "duas culturas".
Hoje em dia, o desequilíbrio favorece as ciências. Sobretudo em Portugal, onde a ‘cultura literária' foi sempre muito mais valorizada do que a ‘cultura científica' (um cientista lê poesia, vai ao teatro, etc.; duvido que uma pequena minoria de ‘letrados', sequer, se interesse por questões científicas, o que é uma pena).
No ano passado, o Prémio Leya foi ganho por um engenheiro electrónico, João Ricardo Pedro; este ano, foi atribuído a um físico, Nuno Camarneiro, investigador no CERN e no departamento de química de Aveiro - e já autor de um romance. A literatura sai "das letras". É muito bom.
Já foi lançada a obra ‘Mudanças', romance do Nobel da Literatura deste ano, o chinês Mo Yan (Divina Comédia). Antes de pedir o seu extermínio por motivos políticos, leiam-no, por favor.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.