A maior feira do livro do mundo não festejou com grande entusiasmo o nome de Alice Munro – mas também não o fez de outras vezes, quando os autores distinguidos com o Nobel vinham, digamos, das margens da literatura consagrada. Aconteceu assim com Claude Simon, com Wole Soyinka, com Brodsky, com Derek Walcott, com Gao Xingjian ou Mo Yan – autores que, até aí, não tinham garantido nenhum lugar entre os best-sellers.
Acho, aliás, que nunca foram. Alice Munro está nesse número dos "autores silenciosos" e discretos, mas é pouco dizer-se que a canadiana é "mestre na arte da novela". A literatura ultrapassa sempre a sua própria condição – e é preciso falar da melancolia, do amor, da ironia e da desilusão em Munro.
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Se não leu ‘Dentes Brancos’, sua grande revelação – leia quanto antes. Mas, por enquanto, pode preparar-se para o novo livro de Zadie Smith, ‘NW’ (Dom Quixote), uma espécie de roteiro de Londres, um livro de geração, imperdível.
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Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.