Dez anos depois da sua morte, Sophia de Mello Breyner repousa no Panteão Nacional – é uma das maiores vozes da nossa Poesia (vai assim, em maiúscula) e nada pode diminuir a importância, o valor e a perenidade da sua obra. Porém, um lugar no Panteão não é nada – se não houver mais. É um silêncio, uma memória que passa com os discursos institucionais de ontem, uma honra a ser revisitada entre aqueles mármores (como vem no poema de Vasco Graça Moura, "por sinal, / há gente bem pior no panteão"), e o reconhecimento de uma espécie de ventania da eternidade. Porque a maior honra a ser prestada a Sophia seria ler e dar a ler os seus livros. Fiquei feliz com a sua ida para o Panteão, claro – mas por instantes pareceu-me demasiado sozinha, ali. É certo que temos mais um poeta no Panteão. Mas a ideia é que a sua obra seja lida e relida. Porque nos falta.
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Por Carlos Rodrigues
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