Carlos Anjos
Presidente da Comissão de Proteção de Vítimas de CrimesAté este momento, foram assassinadas em Portugal 26 mulheres, em situações que se enquadram no tipo do Crime de Violência Doméstica. O assassino não foi exclusivamente o marido ou o companheiro.
Foi também o pai, o namorado, o ex-companheiro ou ex-namorado. As situações são diversas, a motivação é diversa, assentando sobretudo no ciúme, no não aceitar o fim da relação ou o querer manter uma situação de dominação total sobre a vítima. O resultado é claro: a morte da vítima.
É contra esta situação que nos devemos revoltar. Infelizmente não acredito que esta situação se altere a curto prazo. Esse desiderato, e se na verdade quisermos alterar esta situação que nos envergonha a todos, é trabalho para uma geração, mas tem de começar já e nas escolas. Se quisermos alterar esta situação, tem de ser introduzida no currículo escolar, logo no 1º ano, uma disciplina de cidadania, onde se promova a tolerância e o respeito pela pessoa humana e pelos direitos individuais dessa mesma pessoa.
Só uma sociedade mais tolerante, que aceite as opiniões discordantes, pode minorar este problema. Até lá, para reduzir este drama apenas existe um caminho: estigmatizar verdadeiramente os agressores.
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