E Assis, que começou no Grémio, em 1986, e depois se transferiu para o futebol suíço (com passagens pelas seleções de base), de facto, pintou como um grande jogador. Diante dos elogios, fazia como o pai:
— O craque da família não sou eu. Esperem para ver o meu irmão caçula.
O mundo inteiro viu e hoje em dia admira o talento de Ronaldinho Gaúcho — filho de Seu João, irmão de Assis. E o que ele diz agora? Acredite se quiser...
— O maior craque da família vai ser o meu sobrinho Diego, de onze anos, filho do Assis. Vocês precisam de ver o que o moleque faz com a bola. Dez vezes mais do que eu fazia com a idade dele. Pode mandar filmar e ver se eu não tenho razão.
Diego joga nas divisões de base do Grémio. Por enquanto...
PARREIRA E O MEIO-CAMPO
Carlos Alberto Parreira voltou a usar o treino da tarde para fazer um treinamento em apenas metade do gramado, concentrando os 22 jogadores na luta pela posse de bola — sua obsessão. Comentário de um gozador que a tudo assistia, na Arena Zagallo:
— Se a Copa fosse em apenas metade do campo, ganharíamos facilmente. O problema é que na hora H vale o gramado todo... “Não basta essa história de o Quadrado Mágico brilhar. O time todo precisa jogar muito bem, se quisermos ganhar esta Copa.”
ROBINHO TITULAR
Rolava o treino em Kögnistein e o assunto era Robinho. A maioria dos jornalistas apostava que, cedo ou tarde, ele será titular — e muitos defendiam que isso deveria acontecer já na partida de estreia (mas, todos concordam, não acontecerá).
Numa rápida enquete, apesar do excesso de peso, das bolhas etc., Ronaldo Fenómeno foi o eleito para, à medida em que a Copa avança, fazer par com o moleque travesso. Embora o ‘Quadrado’ mais vitorioso tenha sido, até hoje, o que juntou Robinho e Adriano. Mas, barrar o Fenómeno, quem há--de? Eu, não...
O MANTO E A FÃ DE AYRTON
Nos quatro cantos do planeta, já virou tradição. Em qualquer lugar onde se jogue futebol (e muitas vezes até mesmo quando a plateia nada tem a ver com o velho e violento desporto bretão), surge, no meio da multidão, uma camisa do Flamengo.
Desta vez não foi excepção. Uma bela jornalista loura foi fazer as suas reportagens para a TV francesa (canal M6), vestindo o “manto sagrado”.
— Resolvi aprender português, por causa do Ayrton Senna, que era meu ídolo. E a camisa do Flamengo é a mais bonita que já vi — explicou, Anne-Laure Bonnet, com fluência no idioma.
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Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Os filhos levam tempo até perceber que os pais também são humanos.