A vida voltou, portanto, ao habitual. O ‘primeiro-ministro até ao fim da legislatura’ regressou ao discurso da velha, certamente para acautelar a disposição do presidente depois da saída da troika. (Cavaco disse que "não abdica de nenhum dos poderes que a Constituição lhe atribui".) Voltou pois – dizíamos – Passos Coelho e fez ‘buuuuú’. Lembrou que "a vida não vai ser fácil", que "temos de viver de acordo com o que temos e não com o que gostaríamos de ter", que devemos ter "os pés assentes na terra" e não "estar a sonhar com o que não se tem".
Já calculávamos. De uma maneira ou de outra, estamos, e também os políticos estão, como o cagarro de Cavaco Silva – de anilha presa à pata.
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Por Carlos Rodrigues
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Os filhos levam tempo até perceber que os pais também são humanos.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.