Os efeitos da pandemia são tão graves que só há uma forma de os enfrentar: com razoabilidade e reflexão permanentes sobre a informação real, a cada momento. Sem medo de afinar o rumo sempre que o destino nos troca as voltas.
No Natal caminhávamos para o abismo, e o poder recusou-se a atuar. Estamos agora a sofrer do mesmo dogmatismo, mas de sentido inverso. Com a peste a dar algumas tréguas, com a vacinação a avançar, mesmo a passo de caracol, vemos o Governo a fugir ao debate sobre o desconfinamento . Evitar o tema é a política oficial, como se viu no briefing do mais recente Conselho de Ministros.
Sejamos claros: a dor das vidas perdidas é insuportável. Mas o drama da pobreza que alastra, dos negócios fechados, o problema da saúde mental que se generaliza, e, claro, as escolas fechadas, mal disfarçadas pelo fracasso monumental do ensino online - tudo isto a comunidade aceita com estoicismo, em nome de um bem maior. Mas não pode ser eterno.
Desconfinar apressadamente seria um erro. Evitar o debate sobre o tema é um absurdo monstruoso. Ou é sintoma de algo bem pior, se visar apenas esconder nova falta de planeamento.
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Por Carlos Rodrigues
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