O espectáculo da queda de Ricardo Salgado pôs as imaginações mais excitáveis a titilar. Em Portugal então, onde desde há décadas que existe sempre alguém pronto a decretar o ‘fim do regime’, a prisão de Salgado foi um momento praticamente erótico. Como era inevitável, uma vez proclamado o fim do regime, seguiram-se os entusiasmos sobre o novo mundo, sem corrupção, compadrio ou aldrabice. É estranha a mania de achar que o fim de um regime corresponde sempre à ascensão de outro melhor. Às vezes corresponde. Outras (muitas, infelizmente), não. Pergunte-se aos pobres dos polacos de 1944: no dia em que se livraram do regime nazi, levaram com o estalinista.
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Por Carlos Rodrigues
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