Exagero? Admito. Mas a caricatura ajuda a explicar a realidade: a rigidez e a segmentação do mercado de trabalho não eram apenas um obstáculo ao crescimento económico. Eram uma clamorosa injustiça geracional, onde trabalhadores blindados e mancebos precários tinham um muro a separá-los.
O acordo celebrado entre o Governo e os parceiros sociais tem o efeito de acabar, na prática, com ‘o quadro’. Mas seria ingenuidade pensar que uma reforma liberal no trabalho se sustenta sem uma reforma liberal na economia e no Estado. Sem alterar a dimensão e a predação fiscal do nosso monstrinho, a reforma no trabalho servirá para nada.
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Por Carlos Rodrigues
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