No filme de Wolfgang Becker, ‘Adeus Lenine’, a tal Sra. Kerner entra no sono clínico em 1989, pouco antes da queda do muro de Berlim. Quando desperta, em 1990, a sua cidade, Berlim Oriental, está diferente, e por isso o filho pede a um realizador de vídeos para mascarar a realidade na televisão da mãe. Alguém pôs um vídeo na RTP no domingo à noite. Na estação pública, um político com pele de comentador político como na história do lobo que quer enganar as ovelhas, cobrindo-se com a sua lã.
A anedota corre na internet. Sócrates arrepende--se e numa igreja, ajoelha-se junto à imagem de Jesus e diz: "Estou arrependido e gostaria de me redimir pelos meus atos." No fim de cada arrependimento – eis a virtude das anedotas, tudo é possível – Jesus repete: "Dê graças ao Pai". A historieta termina com Jesus ameaçador e revoltado: "Dê graças ao Pai por eu estar aqui preso..."
Nestes tempos e nos que se avizinham, mais vale rir se pudermos, ou então adormecer – o problema é que ninguém realmente sabe qual o melhor ano para se acordar.
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Por Carlos Rodrigues
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Os filhos levam tempo até perceber que os pais também são humanos.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.