O FMI esconde-se sob a capa de "texto técnico", que não é político, o Governo também, explicando que não é a sua política mas a recomendação do FMI. No meio de tanta água sacudida do capote espera-se que a coisa vá avançando mais ou menos.
Diga-se em abono da verdade que as propostas do Governo por interposto relatório são melhores do que as brutalidades estúpidas feitas até agora, com cortes a eito e "enormes" aumentos de impostos: procuram-se identificar áreas concretas e propor medidas selectivas. Mas o vício de origem continua: isto não é nenhuma reforma do Estado, é apenas o caderno de encargos para o corte contratado.
E o problema aqui é evidente: ou toda esta destruição de rendimento e emprego contribui para Portugal ser mais competitivo e crescer no futuro ou então terá sido de uma futilidade trágica. Infelizmente, talvez estejamos mais próximos da última.
(Texto escrito com a antiga grafia)
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Por Carlos Rodrigues
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Os filhos levam tempo até perceber que os pais também são humanos.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.