O governo dinamarquês vai taxar todos os alimentos que tenham mais de 2,3 por cento de gordura saturada. Um aumento de 2,15 euros por quilo em direcção à saúde geral e ao controlo da obesidade em prol da elegância colectiva. O governo dinamarquês é a mãe de todos os dinamarqueses. O padrinho da indústria do light. O agiota que sabe onde ir buscar dinheiro.
A Dinamarca fica longe. Para o bem e para o mal, não há comparação. Não nos pode servir de exemplo. A taxa não é grega, é dinamarquesa, podem descansar os portugueses.
Que nos levem tudo, menos a comidinha – o queijinho da Serra ou de Azeitão, a cabidela apurada, as tripas ou feijoada, migas, leitão à Bairrada ou cozido que até é à nossa moda, a portuguesa. Os dinamarqueses não sabem o que isto é e por não saberem, não sabem o que perdem. E não sabem o que faz um arroz de favas ou um caldo de galinha com fígado e moelas num livro de um escritor chamado Eça.
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Por Carlos Rodrigues
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Os filhos levam tempo até perceber que os pais também são humanos.