Não comento: nunca fui fã de Jackson e o seu racismo evidente, expresso na busca insana de uma brancura epidérmica, po-de fazer as delícias de um skin-head. Não faz as minhas. Pessoalmente, reparo apenas queo mundo dedica a estas figuras pop o mesmo tipo de veneração que os nossos antepassados reservavam a santos mais canónicos.
Nem sequer faltam as velas e as romarias. Faz sentido: com o declínio da religião, o vazio espiritual do tempo foi preenchido por figuras de plástico que passaram a ocupar os altares vazios. Ontem, a PrincesaDiana. Hoje, Michael Jackson. Amanhã, quem sabe, a sra.Paris Hilton, velada em choro pelo nosso Santo Ronaldo.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Por Carlos Rodrigues
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Os filhos levam tempo até perceber que os pais também são humanos.