O número crescente de gente indignada com o que se passa em Odemira não deixa de ser espantoso. De repente, descobriram o que estava à vista de todos há demasiado tempo.
Quando se fala em violações de direitos humanos, porém, há que ter noção de uma coisa: foi o Governo que aprovou, há menos de dois anos, em Conselho de Ministros, a resolução 179/2019, permitindo 16 pessoas por unidade de alojamento e quatro por quarto. Com esta medida, o próprio Governo veio regar com gasolina uma pradaria que já estava a arder. Na prática, incentivou o arrendamento selvagem que já ali existia há anos.
O Governo deveria saber que algumas das empresas de frutos vermelhos começaram, há mais de uma década, por meter os trabalhadores asiáticos em contentores miseráveis.
Depois de algumas denúncias, sobretudo da população local enojada com o tratamento desumano, generalizaram o arrendamento de casas, onde meteram dezenas de pessoas em cada uma.
Por fim, algumas das quintas, instalaram contentores mais decentes. A resolução do Governo pode ter sido razoavelmente bem intencionada, admitamos, mas o resultado foi catastrófico.
Desde logo, pelo que trouxe de encorajamento ‘legal’ para as máfias de angariação de trabalho.
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