A contestação dos professores é o maior problema que o Governo enfrenta. A temperatura da rua, no sentido em que exprime um ambiente de contestação social, tem vindo a crescer por via da luta dos professores, provocando um efeito de arrastamento de vários fatores, que convergem para uma crítica mais ampla ao Governo.
Depois da erosão dos chamados ‘casos e casinhos’, António Costa enfrenta agora um problema muito mais estrutural. Os professores fartaram-se de ser o bombo da festa, em matéria de congelamentos salariais e estagnação na carreira, e não vão parar tão cedo. Acresce que estamos perante uma modificação muito profunda no tecido sindical do setor.
A influência da Fenprof é agora claramente posta em causa pela capacidade de mobilização do STOP. A consequência disso está não necessariamente num enfraquecimento daquela, mas numa dinâmica de protesto que há muito não se via. Pouco adiantará a guerrilha jurídica contra o tipo de greve decretada e os fundos de apoio a esta se não existir a necessária capacidade política de desbloquear as negociações.
O Governo, reconheça-se, tem dado alguns passos, mas para levar alguma justiça a uma classe tão maltratada, é preciso muito mais. O futuro do Governo está muito mais nisto do que em qualquer outra frente.
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