A decisão da Relação sobre o ‘Influencer’ tem várias consequências. A mais relevante será para os arguidos. Os juízes dizem que há por ali muita promiscuidade, entre políticos e promotores, mas não há crime. Há uma floresta de deduções e especulações. Isso não diminui a gravidade dos 75 800 euros escondidos, facto que sempre determinaria a demissão de António Costa, como o próprio admitiu, mas este caso morreu. A outra consequência, muito séria, é para o próprio Ministério Público. Entregou o processo a três procuradores mas não requisitou a PJ. Usou as escutas como prova, quando deveriam ter sido meios para a obtenção de prova, na sequência de diligências adicionais, como vigilâncias e seguimentos. Têm muito que refletir. Por fim, numa perspetiva de puro bom senso, é impossível não ver o efeito de carambola que o acórdão tem no processo de Costa. Se os indícios do processo principal não existem, o que dizer dos que levaram a investigar o então primeiro-ministro?! Não se deve dar margem ao clima de suspeição instalada sobre a atuação do MP neste caso. Isso é destrutivo. Mas não tirar as devidas ilações neste caso será uma total insanidade.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
ICE parece uma milícia sul-americana que parece inspirar o presidente de um país que já foi o farol da democracia.
Ventura já chegou aos 1,43 milhões de votos em legislativas, mas em fevereiro pode ficar perto dos dois milhões
Processar exercícios de humor fenece sempre numa enorme gargalhada.
Se puxar tudo para a lama, Ventura nunca chegará a Meloni.
Montenegro não consegue livrar-se do desastre presidencial.
Ventura tenta repetir Soares no frentismo mas não é a mesma coisa.