Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoO pacote apresentado ontem por António Costa tem medidas muito importantes e algumas merecem aplauso, porque facilitam a vida às pessoas numa altura em que a subida de juros e as rendas elevadas complicam o acesso das famílias ao direito de ter uma casa digna. Mas comete um erro ao anunciar o fim dos vistos gold.
É puro populismo dizer que os vistos gold são o entrave ao acesso a casas a preços razoáveis. As famílias que nas grandes cidades precisam de habitação não seriam os compradores das residências que custam milhões. O Estado deve garantir casas abaixo de 200 mil euros, não deve limitar os negócios nas mansões milionárias.
Eventualmente pode-se discutir o limite mínimo para acesso ao estatuto, que em Lisboa, Porto e Algarve deveria ser superior a 1 milhão de euros e em regiões do interior poderia ser inferior. Mas é uma estupidez ideológica acabar com uma medida que cria riqueza.
Portugal tem poucas riquezas naturais, mas pode ser uma Florida europeia que atraia estrangeiros. Quando um rico estrangeiro compra uma casa paga imposto, comissões aos intermediários, escritórios de advogados, arquitetos, e tantos outros serviços, que agora o governo vai atingir. O fim dos vistos gold é uma medida que mata uma das poucas galinhas de ovos de ouro deste País.
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