Quando se passa um dia a discutir um lapso na transcrição de uma escuta, ou uma portaria que o Ministério Público terá interpretado erradamente, o que não é verdade, isso tem um significado claro. Não se trata de um normal escrutínio da investigação. Trata-se de uma operação de demolição da credibilidade do MP.
Seja o que for que este processo venha a ser, estamos perante uma estratégia clara de tentar matar o caso à nascença, agora que os predicadores do antijusticialismo estão a ocupar a arena. Deste processo, mais do que qualquer outro, vai depender a sanidade desta democracia. Não apenas da Justiça ou da política. As fasquias que estão a colocar ao MP são sintomas da guerra sibilina que começa a nascer. Há uma casta que não quer ser incomodada. Que, nesta matéria da integridade, só faz leis-cartaz, como diria Marcelo. São para existir, para aplicar aos inimigos, mas não para punir os ‘legisladores’ e detentores do poder.
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