O episódio da renúncia do defensor de Sócrates permitiu-nos conhecer um outro advogado que honra a profissão que serve. O advogado oficioso José Manuel Ramos mostrou um bom senso, uma experiência, um conhecimento do processo penal, uma decência e educação que não têm abundado neste julgamento. Teve bom senso em pedir as 48 horas para estudar o processo, mostrou-se apegado ao rigor e respeito formais exigíveis a um profissional nas relações com o cliente que lhe calha num turno de defensores oficiosos. Estava ali para respeitar a lei, o cliente, o julgamento, o coletivo, os colegas. Foi contido na explicação pública do tipo de contactos feitos com Sócrates, projetou bem a lealdade com a sua Ordem. Honrou a sua profissão e a justiça. Com o seu comportamento impecável evidenciou, por absoluto contraste, a deplorável arrogância de Sócrates, a sua total ausência de empatia, uma incapacidade patológica de mostrar educação, uma personalidade psicótica, egocêntrica, incapaz de pensar fora do seu interesse mais mesquinho. Sócrates mostrou, com este episódio, se ainda fosse necessária alguma prova, que, para lá de podermos ter sido governados por um criminoso, fomos seguramente dirigidos, enquanto País, por um desprezível psicopata.
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