A demissão de Lúcia Amaral é apenas mais um sintoma dos males da política de hoje. Não resolverá grande coisa. Com as exigências que o serviço público comporta, não basta ter um bom currículo académico para garantir um bom governante. É necessário capacidade executiva, bom senso comunicativo e sentido político da ação. Não basta pensar bem se não se consegue executar bem, por sinceros e autênticos que os políticos se mostrem, como a ministra foi, quando falou da “aprendizagem coletiva” face às tragédias que resultam das alterações do clima. O problema no Estado é que está há demasiados anos a fazer essa aprendizagem. Demora em relação aos incêndios, demora nos temporais e nos apagões, no socorro, na proteção civil, na prova de que é útil e rápido no apoio às pessoas. Demora nas reconstruções e na canalização de apoios às populações. Mais do que uma remodelação para refrescar a capacidade de ação política, o que o Governo tem de fazer é um trabalho mais profundo de alteração desse paradigma de Estado falhado que se mostra em cada tragédia. Mas não só o Governo. Esse é um trabalho para todos e para a própria sociedade. Para todos nós. Já chega de transformar a política numa farsa retórica, destituída de essência cívica e de serviço.
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