É das medidas mais importantes que constam do programa do Governo: o compromisso de mais polícias na rua, retirando-os de funções burocráticas. Não é a primeira vez que surge a ideia de colocar os agentes da PSP onde eles são efetivamente necessários.
A sua presença transmite tranquilidade e segurança aos cidadãos e funciona como travão à onda de criminalidade a que temos assistidos nos últimos tempos. Se há efetivo suficiente para dar expressão à medida, é matéria que nova ministra da Administração Interna avaliará, sendo que, caso se verifique a necessidade aumentar o quadro de pessoal, deve fazer-se o mais rapidamente possível, cativando os candidatos com perspetivas de carreira e salários compatíveis com o risco da missão
Mas o policiamento de maior visibilidade e proximidade não resolve, por si só, o problema da segurança. É necessário não ter medo de mexer nas leis penais. As sociedades evoluem, a legislação tem de evoluir no mesmo sentido.
Têm sido introduzidas alterações pontuais em matérias que ganharam, nos dias de hoje, enorme dimensão, como é o caso da violência doméstica, a que os tribunais têm estado atentos. Mas é preciso ir mais longe. Portugal precisa de um código penal mais severo para determinado tipo de crimes.
Havendo uma maioria de direita, já que a esquerda é avessa a mudanças nesta área, não há razão que impeça as alterações que se impõem.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Montenegro não preza a transparência e o escrutínio dos atos políticos.
Passos Coelho tem dito quase nada sobre as reformas que defende.
O Irão está a conseguir maximizar os custos económicos da guerra.
A ‘doutrina Trump’ não é mais do que uma forte patologia narcisista.
'Fúria Épica' não esperava um reação tipo franco-atirador.
O cruel regime iraniano merece cair, mas a decisão não devia depender de um 'xerife' americano.