Na tragédia de Pedrógão, o Estado cometeu um grave crime: homicídio negligente. Dezenas de pessoas morreram por culpa do falhanço de coordenação da proteção civil.
Num dia de temperaturas tão elevadas, com vento forte e ocorrência de trovoadas secas, antecipadas pelos meteorologistas, a primeira resposta foi notoriamente insuficiente.
Posteriormente, o Estado permitiu um verdadeiro massacre na estrada da morte e as populações de várias aldeias não foram retiradas com a devida antecedência.
Os militares da GNR no terreno, sem rede de comunicações, acabaram por ser vítimas desta trágica descoordenação.
O que o gabinete do primeiro-ministro já sabe do que se passou, obrigaria à imediata responsabilização política da ministra e a uma correção imediata de procedimentos para evitar mais tragédias, agora que a época crítica dos incêndios ainda mal começou.
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Se há coisa que o Governo mostra, é uma total insensibilidade.
A velha lógica clientelar que comprou o SIRESP continua a matar hoje.
A frase do primeiro-ministro sobre os que perderam a vida é infeliz.
Então não é que num cenário de guerra o Exército ficou nos quartéis?!
Responsabilidade política não pode ser só uma folha seca ao sabor do vento.
A forma como as populações ficaram entregues à sua sorte, mostra o estado frágil do Estado que temos.