O presidente dos Estados Unidos diz que quer ver a economia do país a funcionar em pleno a 1 de maio. Na última vez que Trump vaticinou idêntica intenção queria abrir o país na páscoa.
A única coisa que abriu neste período foi uma imensa vala comum em Nova Iorque para enterrar corpos não reclamados de americanos sem dinheiro para seguro privado de saúde. Se nunca sonhámos viver uma pandemia como esta, é certo que também não imaginaríamos ver valas comuns no país mais rico do Mundo. Morrer assim será a mais infame das assimetrias sociais que a propagação indiferenciada do coronavírus pode provocar.
Por cá, onde somos incomparavelmente mais solidários, os hospitais privados querem o Governo a pagar as despesas dos doentes Covid-19 que, por vontade própria, optaram por aquelas unidades de saúde vocacionadas para o lucro. Por escolha individual, sublinhe-se, e não por falta de resposta dos hospitais do sistema público.
Opções privadas de cada um não devem ter benesses públicas. Sobretudo quando o Serviço Nacional de Saúde até pode apresentar sintomas de alguma debilidade, mas não está em falência.
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