Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoMunique não é um palco feliz para a história da Europa e do Mundo. Foi na capital da Baviera que Inglaterra e França entregaram, em 1938, a então Checoslováquia à Alemanha nazi, sacrificando aquele território em prol de uma alegada paz duradoura, que como se viu foi um sonho efémero, porque um ano depois Hitler invadiu a Polónia iniciando a 2.ª Guerra Mundial.
Sexta-feira a cidade voltou a testemunhar um episódio triste, que será lembrado por muitos anos - marca o fim do relacionamento privilegiado entre a Europa ocidental e o seu aliado protetor dos últimos 80 anos. Pela primeira vez em solo europeu um alto representante de Washington (o vice-presidente J. D. Vance) tratou a Europa como se fosse um Porto Rico qualquer.
Em boa verdade, o discurso podia ser escrito por um líder da extrema-direita europeia, como Orbán, e isso acentua a convergência ideológica entre a Administração Trump, os extremistas europeus e Putin.
Longe vão os tempos em que a América era a garantia de liberdades e direitos na Europa contra a ameaça totalitária. Vance vem de uma América isolacionista, que olha para o Mundo com interesse egoísta de merceeiro ou pato-bravo das obras. Mas este também é um sinal que o grande jogo mundial já não tem a velha Europa, nem como palco, nem como protagonista. E os fracos líderes europeus podem ficar indignados com Vance ou com Putin, mas no final acabarão por acatar o que Trump decidir.
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