O caso da morte de uma bebé no hospital Amadora-Sintra, um dia após a mãe ali ter perdido a vida, é só o mais recente envolvendo o ministério de Ana Paula Martins. Seguem-se agora os inquéritos que apurarão se a guineense grávida de 38 semanas foi atendida de acordo com os procedimentos que são devidos a qualquer cidadão. Nenhum apurará, por certo, responsabilidades políticas e, talvez por isso, a ministra da Saúde já tenha afirmado que, obviamente, não se demite. Até aqui, nada de novo. Ana Paula Martins acha que também nada tem a ver com o caos que se vive no Serviço Nacional de Saúde, com o crónico fecho de urgências, a multiplicação de partos em ambulâncias ou, ainda, as greves no INEM, problema que pensa revolver mudando o nome da emergência médica.
Novidade é ficarmos a saber o que Ana Paula – por coincidência também natural da Guiné-Bissau – pensa sobre o valor da vida das “recém-chegadas a Portugal, com gravidezes adiantadas” como o caso da morta no ‘Amadora-Sintra’. Essas pessoas que, segundo a ministra, “não têm dinheiro para ir ao [hospital] privado”, que “nem falam português”, sem preparação “para chamar socorro” e que, por vezes, “nem telemóvel têm”, põem-se a jeito para o desfecho fatal, depreende-se pelo argumentário da farmacêutica Ana Paula. De preferência sem que se vislumbrem quaisquer culpados.
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