Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoMoçambique é um país pobre, mas com muitos recursos e a descoberta das jazidas de gás natural está a gerar ainda mais tensão e dor na sua população. Um Estado precário com grande extensão territorial ainda não conseguiu estabelecer uma organização eleitoral fiável. Nas recentes eleições, o candidato da Frelimo foi declarado vencedor, mas o candidato da oposição, com grande capacidade de mobilização nas redes sociais, também reclamou vitória e incendiou as ruas de Maputo. Não há certezas absolutas sobre a conquista da Frelimo, mas também há muitas dúvidas sobre a alegada vitória de Mondlane.
Perante tanta polémica, Portugal envia à tomada de posse do novo Presidente o ministro dos Negócios Estrangeiros. Tratando-se de um país da CPLP, com importante comunidade portuguesa residente, crucial para muitas empresas. Portugal devia estar representado pelo seu chefe de Estado, independentemente das questões de política interna, porque os laços entre Estados são mais importantes do que a conjuntura. Se a CPLP é um eixo fundamental da política externa, Portugal não pode tratar a tomada de posse do Presidente de Moçambique com menos dignidade do que o funeral de Jimmy Carter.
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A frase do primeiro-ministro sobre os que perderam a vida é infeliz.
Então não é que num cenário de guerra o Exército ficou nos quartéis?!
Responsabilidade política não pode ser só uma folha seca ao sabor do vento.
A forma como as populações ficaram entregues à sua sorte, mostra o estado frágil do Estado que temos.
Seguro mostrou no debate como se pode ganhar a Ventura.
Ventura falhou na tese de que Seguro não diz nada de concreto.