Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoO governo confirmou o aumento do salário mínimo para 920 euros em 2026. Ainda está longe dos 1600 euros que o primeiro-ministro já prometeu e que só serão alcançáveis em 2037 e ainda continua a ser o mais baixo da Europa ocidental. No entanto, a subida da remuneração mínima vai criar problemas a muitas empresas e a IPSS (instituições particulares de solidariedade social). Numa economia que ainda tem problemas de produtividade o salário mínimo dos 920 euros coloca em vários setores dificuldades de motivação dos trabalhadores mais qualificados que ganham pouco acima desta bitola. Nas IPSS que dependem de fundos da segurança social e em muitas empresas os salários médios não andam longe dos 900 euros. É assim o País real, das empresas, das instituições e das famílias, que esticam os magros orçamentos até afinal do mês.
Todos gostávamos que o salário mínimo fosse mais elevado e que a média salarial fosse no mínimo dentro da média da União Europeia. No entanto os ordenados dependem da produtividade e dos ganhos das empresas e das instituições. E com os melhores trabalhadores a ganharem muito próximo da remuneração mínima, estas empresas terão dificuldades em manter a motivação dos seus melhores colaboradores.
Esta é a realidade do tecido empresarial do País. Um país longe da terra prometida pela demagogia política.
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