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Líder do Chega defendeu que Portugal tem de estar preparado para acolher um eventual regresso de emigrantes portugueses.
O candidato presidencial André Ventura disse este sábado esperar que a paz seja preservada na Venezuela, lembrando que Portugal tem uma comunidade naquele país sul-americano que tem de ser protegida.
"Eu espero que a paz seja preservada, sobretudo porque Portugal tem uma comunidade na Venezuela longa e antiga, que devemos proteger e para a qual devemos olhar", afirmou.
Em declarações à margem de uma sessão, em Coimbra, e após uma pergunta da Lusa sobre a situação na Venezuela, André Ventura defendeu que Portugal tem de estar preparado para acolher um eventual regresso de emigrantes portugueses.
"Devemos estar preparados, também, talvez isso seja o mais importante, neste momento. Já recebemos muitos portugueses e muitos luso-descendentes que estão na Venezuela, e que voltaram porque o país está uma miséria, como aliás todos os países comunistas, mas, se calhar, temos de nos preparar para receber mais, num futuro próximo", enfatizou o também líder do partido Chega.
Sobre o cancelamento dos voos da TAP para a capital, Caracas, André Ventura reafirmou que as comunidades portuguesas naquele país têm de ser protegidas "e que quem voa para a Venezuela, neste momento, não corre nenhum risco de vida, como poderia acontecer, caso haja alguma ação militar".
"É sabido, também, que o regime de Nicolás Maduro [o Presidente venezuelano] não tem ajudado à promoção da paz: Pelo contrário, tem sido um instigador de crime, de tráfico de droga, de destruição e de pobreza", acusou.
Reafirmando que Portugal tem de garantir que a comunidade portuguesa na Venezuela está em segurança, André Ventura deixou ainda o desejo de que Maduro deixe a liderança do país sul-americano.
"Se for possível, no meio disto tudo, que um ditador como Nicolás Maduro saia do poder, era o ideal. Mas isso é uma questão que diz mais aos venezuelanos do que a nós", ressalvou.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avisou este sábado que o espaço aéreo da Venezuela deve ser considerado "totalmente fechado".
"Todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de droga e traficantes de seres humanos considerem o espaço aéreo sobre e ao redor da Venezuela como totalmente fechado", escreveu o líder norte-americano na sua rede social, a Truth Social.
Esta declaração de Trump surge numa altura em que os Estados Unidos intensificam a pressão sobre a Venezuela com um grande destacamento militar nas Caraíbas, incluindo o maior porta-aviões do mundo, e admitem ataques terrestres no território venezuelano na luta contra os cartéis de droga.
Em reação, Caracas condenou a mensagem de Trump, classificando-a como uma "ameaça colonialista".
Em 21 de novembro, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) recomendou "extrema cautela" ao sobrevoar a Venezuela e o sul das Caraíbas devido ao que considera "uma situação potencialmente perigosa" na região.
Várias companhias aéreas, incluindo a TAP, suspenderam os seus voos para aquele país.
O Governo venezuelano cumpriu a ameaça e revogou as licenças de operação da TAP, Iberia, Avianca, Latam Colombia, Turkish Airlines e Gol, acusando-as de se "unirem aos atos de terrorismo" promovidos pelos Estados Unidos.
O país conta com uma significativa comunidade de portugueses e de lusodescendentes. Em 2019, as estimativas apontavam para cerca de 300.000 pessoas.
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