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José Luís Carneiro diz ter contribuído para libertação de luso-venezuelano

Governo português saudou a libertação de Héctor Ferreira Domingues e garantiu que vai continuar a trabalhar pela "libertação dos presos políticos que ainda estão detidos" na Venezuela.

22 de abril de 2026 às 16:50

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, congratulou-se esta quarta-feira com a libertação do luso-venezuelano Héctor Ferreira Domingues, detido desde setembro de 2022 na Venezuela, reclamando ter contribuído para esse desfecho com a deslocação que efetuou aquele país em Março.

"Tive a boa notícia de ter contribuído para libertar um dos portugueses detidos na Venezuela, tive essa boa notícia que nos foi comunicada pelo ministro das relações exteriores, que comunicou ao nosso líder parlamentar, mandou-lhe ontem à noite essa mensagem de que vai ser libertado o Hector Ferreira", afirmou José Luís Carneiro à Lusa.

"Pude estar com a irmã dele e o Eurico Dias, assim como o Paulo Pisco. Essa foi a nossa primeira preocupação da deslocação à Venezuela, que suscitou tantas críticas, porque as pessoas desconhecem. É muito cómodo estar a comentar, estar noutros lugares a fazer considerações em relação aquilo que são opções, mas aqui a minha opção foi muito clara: as pessoas", acrescentou.

José Luís Carneiro falava à Lusa durante uma entrevista que será divulgada na sexta-feira.

O secretário-geral socialista realizou uma visita de quatro dias à Venezuela no final de Março, tendo estado no parlamento nacional e mantido contacto com as comunidades nos estados de Miranda, Arágua, Carabobo e La Guaira.

No âmbito dessa viagem, que foi criticada internamente no PS e também no PSD e CDS-PP, chegou a estar prevista uma audiência com a presidente Delcy Rodriguez, mas acabou por não ocorrer.

José Luís Carneiro justificou a visita no Congresso do PS, que se realizou entre 27 e 29 de Março, visita com a necessidade de "exigir às autoridades a libertação dos portugueses detidos e a proteção da comunidade portuguesa e luso-venezuelana".

O Governo português saudou esta quarta-feira a libertação Héctor Ferreira Domingues e garantiu que vai continuar a trabalhar pela "libertação dos presos políticos que ainda estão detidos" na Venezuela.

"Portugal (...) expressa profunda solidariedade à família neste reencontro tão aguardado", realçou o Ministério dos Negócios Estrangeiros, numa nota na rede social X.

"O Governo português continuará a trabalhar, discreta mas ativamente, pela libertação dos presos políticos que ainda estão detidos na Venezuela", pode ler-se ainda.

Em fevereiro, a organização não governamental Foro Penal (FP), que lidera a defesa jurídica dos presos políticos na Venezuela, divulgou um alerta na Internet que pedia libertação de Héctor Mário Ferreira Domingues, um empresário luso-venezuelano, detido "durante uma rusga à fábrica de uniformes que dirigia em Caracas".

Citando as autoridades venezuelanas, a FP explicou que a detenção se baseou na declaração de um "patriota cooperante anónimo", que afirmou que a empresa teria realizado supostas negociações com a empresa Monómeros Colombo Venezolanos S.A. (filial da estatal venezuelana Pequiven na Colômbia) para a venda de materiais que supostamente se destinariam à Assembleia Nacional.

A FP denunciou também que "no dia seguinte à sua detenção e à rusga, as forças de segurança tomaram a empresa e continuaram a trabalhar lá, o que, segundo a família e a sua defesa, sugere que a intenção por detrás da operação era tomar posse da empresa".

Fontes da comunidade lusa local disseram na altura à Agência Lusa que o que aconteceu com o empresário foi reportado às autoridades portuguesas, pouco depois de Ferreira Domingues ter sido detido.

Segundo dados da organização não-governamental Justiça, Encontro e Perdão (JEP), na Venezuela estão detidas por motivos políticos 674 pessoas.

A FP documentou, desde 2014, a detenção de 19.079 pessoas por motivos políticos na Venezuela, das quais mais de 11.000 continuam arbitrariamente sujeitas a medidas restritivas da liberdade.

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