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Ministério da Justiça alega que reforçou cuidados de saúde após críticas ao sistema prisional

Esclarecimento surge após o Sindicato Independente dos Médicos alertar para "os graves problemas dos cuidados de saúde" da população reclusa.

25 de maio de 2022 às 16:36

O Ministério da Justiça (MJ) esclareceu esta quarta-feira que reforçou, desde 2015, o número de médicos e enfermeiros nos serviços prisionais e que, em janeiro de 2020, entrou em funcionamento a nova unidade de psiquiatria no Hospital Magalhães Lemos.

O esclarecimento do MJ surge após o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) alertar na terça-feira para "os graves problemas dos cuidados de saúde" da população reclusa, especialmente os cuidados psiquiátricos, uma situação "com tendência a piorar", e pedir resposta urgente do Governo.

"A manutenção de doentes mentais graves, em meio prisional ao longo destes últimos anos, é insustentável", refere uma carta do SIM à ministra da Justiça, Catarina Sarmento e Castro, na qual se alerta que a situação leva a que nem os doentes inimputáveis nem os reclusos doentes mentais "estejam a ser devidamente tratados".

Em informação hoje prestada sobre saúde no sistema prisional, o MJ salienta que o Governo tem vindo a reforçar, desde 2015, o número de médicos e enfermeiros no sistema prisional, acrescentando que "se, em 2015, existiam apenas 78 enfermeiros efetivos no quadro de pessoal da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), hoje são 193".

"Acresce que o número de efetivos é reforçado com a contratação de profissionais em regime de avença. Em 2021, foram contratados 196 médicos, 138 técnicos de saúde, 343 enfermeiros e 109 auxiliares de ação médica", indica o MJ

O Ministério dirigido por Catarina Sarmento e Castro adianta que estão também a ser instalados, em articulação com a área governativa da Saúde, 52 balcões SNS 24 nas prisões, permitindo "o acesso a teleconsultas agendadas em qualquer unidade do SNS/Serviço Nacional de Saúde.

"Foram ainda distribuídos 70 equipamentos informáticos para este projeto", diz o MJ.

Paralelamente, o MJ refere que, em janeiro de 2020, entrou em funcionamento a nova unidade de psiquiatria forense no Hospital Magalhães Lemos, que diz ser fruto da "boa articulação" entre Justiça e Saúde, notando que esta unidade acolheu 40 reclusos inimputáveis, que se encontravam internados na clínica de psiquiatria forense do Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo.

O MJ esclarece ainda que a atual taxa de ocupação global do Hospital Prisional (Caxias), incluindo os chamados reclusos afetos (79) e os doentes temporariamente internados (53), num total de 132, é de 65,8%.

"Relativamente à capacidade de espaço dedicado aos serviços de Psiquiatria, o acolhimento tem sido assegurado à medida que abrem vagas forenses nos hospitais do SNS. Mesmo que fisicamente alocados a uma enfermaria ou serviço distinto no interior do hospital prisional, todos os doentes estão a ser objeto de acompanhamento clínico dos serviços de psiquiatria", garante o MJ.

O MJ afirma ainda que esta "é uma matéria em que o Governo tem trabalhado de forma muito empenhada para encontrar respostas, atento ao facto de que o aumento das doenças em contexto prisional reflete o envelhecimento progressivo da população prisional".

Na carta enviada à ministra da Justiça, o SIM pede uma resposta dentro de 30 dias, admitindo, na falta dela, consultar os associados quanto à possibilidade de uma greve dos médicos, pedindo ao mesmo tempo a intervenção da Ordem dos Médicos.

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