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Prestação da casa vai subir em junho para créditos com taxa variável a três meses, seis meses e 12 meses, adiantou esta semana a Deco Proteste.
O secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, exigiu este sábado ao primeiro-ministro e ao Governo respostas para o aumento dos juros no crédito à habitação, que classificou como um "balde de água fria" na cabeça dos portugueses.
"Um balde de água fria que caiu na cabeça dos portugueses, é mais um. Queria saber o que é que o Governo está a fazer para responder a essa dificuldade e tem a ver com a notícia de que vão aumentar os juros de empréstimo à habitação e é algo que deve preocupar muito as famílias", começou por dizer José Luís Carneiro.
Aos jornalistas, à margem de uma visita à feira da Festa da Cereja, em Resende, no distrito de Viseu, o secretário-geral do PS deu o exemplo de, em empréstimos até 150 mil euros, os juros poderem ter aumentos de 60 a 70 euros por mês.
"Isto vem acrescer aos aumentos com os bens alimentares essenciais, que aumentaram mais de 7%, vem acrescer também com os custos de comunicações, os custos de combustíveis, que tiveram aumentos muito significativos e, do meu ponto de vista, o Governo tem que explicar, o primeiro-ministro tem que explicar aos portugueses o que é que está a fazer para responder a estas necessidades", exigiu.
José Luís Carneiro realçou as propostas apresentadas pelo PS para "a redução de custos com os bens alimentares, combustíveis, gás, com a produção alimentar e o setor das pescas e também a necessidade de se cuidar dos aumentos com os empréstimos à habitação".
"O primeiro-ministro deve explicar ao país o que é que está a fazer para responder às necessidades concretas por que estão a passar as famílias, quer com o custo de vida e agora com este balde de água fria que vai cair em cima de muitas famílias, particularmente muitas jovens famílias do nosso país", indicou.
Questionado pelos jornalistas sobre as declarações do antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho sobre a Prestação Social Única (PSU) ser uma medida do PS, José Luís Carneiro confirmou ser verdade, assinalando que estava no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) como "medida para integrar as prestações sociais, de apoio aos mais carenciados".
"Agora, os termos em que ela vai ser aplicada, é aí que há divergências, porque não podemos ver numa medida desta natureza, uma medida de correção de comportamentos individuais e sociais", reagiu.
Sobre a apresentação de uma lista conjunta para o Tribunal Constitucional, por parte do PS, PSD e Chega, José Luís Carneiro preferiu reforçar a necessidade de o Governo ter de dar resposta a "milhares de jovens famílias portuguesas" que vão enfrentar o aumento dos juros ao crédito à habitação.
A prestação da casa vai subir em junho para créditos com taxa variável a três meses, seis meses e 12 meses, adiantou esta semana a Deco Proteste.
As simulações para a Lusa da Deco Proteste/Contas e Direitos baseiam-se num cenário com um financiamento de 150.000 euros a 30 anos e um 'spread' (margem de lucro comercial) de 1%.
Baseando-se nestas condições, os contratos que mais sobem são a 12 meses, que passam a pagar ao banco 699,28 euros, mais 60,30 euros face à última revisão, de junho de 2025.
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